Cristina Cenciarelli lança na Flipelô o seu livro “Boipeba – Lugar sem tempo”

A fotógrafa romana, Cristina Cenciarelli, lança na Flipelô o seu livro
“Boipeba – Lugar sem tempo”, em bate-papo com Paloma Jorge Amado.
“Não se passa por acaso na ilha de Boipeba: é um destino. E para chegar lá, precisa de um pouco de esforço e de tempo. E quando se chega na ilha se sente a necessidade de tempo para parar e pensar. Para aprender a esperar. Porque o tempo na ilha tem uma cadência especial, acompanhada pelos ritmos implacáveis das marés que governam a maior parte das ações cotidianas, regulada pela luz deslumbrante e a obscuridade absoluta, simples e natural como o vento. E como uma fotografia é único.” Assim a fotógrafa romana Cristina Cenciarelli descreve o motivo pelo qual escolheu o nome Lugar sem tempo para o seu livro de fotografias sobre Boibepa.
O livro em capa dura, bilíngue (italiano e português) com 128 páginas, impressão digital e tiragem limitada, foi editado e publicado pela Solisluna Editora e conta com textos de Paloma Jorge Amado e Aninha Franco.


De fotógrafa de atores e modelos, Cristina se tornou retratista de pessoas que às vezes não tinham espelho em casa, testemunha de pequenas coisas, de gestos cotidianos e familiares, de momentos íntimos, contando suas estórias com amor e respeito, como uma história épica. “Este livro é uma viagem nos mistérios de uma ilha sem tempo, onde a cadência humana é feita de gestos, ritos, sabedoria e palavras antigas. Feita de silêncios. Pequenos momentos, poesia cotidiana, saberes criados em instantes e lugares que ainda vivem da mesma forma em um tempo de memórias muitas vezes esquecidas. Não é uma reportagem, mas a minha visão poética da ilha, a minha emoção do viver (não simplesmente morar) em uma ilha sem tempo. Tento fazer de Boipeba um santuário humano de sabedoria e de memória.”

Lançado em Roma no final de 2018 na ​Sociedade Geográfica Italiana, e no Palácio Baronal de Calcata​, seu lançamento na Bahia será na próxima edição da Flipelô, nesta quinta-feira dia 8.8 às 11 horas, no Teatro Zélia Gattai.


Cristina conta que esperou o tempo necessário para começar a fotografar os nativos, suas memórias e cotidianos: “eu não podia entrar na vida deles sem sentir que eles confiavam no que estava fazendo. Tento fotografar a cadência de um tempo que, na verdade, não passa, de uma cadência que não é feita de segundos, mas de momentos pessoais, do invisível dos momentos da vida. Boipeba representa quase um estado mental, e todos podem ter, criar a própria Boipeba sem conhecê-la”.


A fotógrafa vive em Boipeba desde 2003 e se deixou guiar pelo instinto, a natureza, as ondas e as águas que nunca param, pelas palavras e os olhares dos nativos. Segundo ela ​foi inevitável decidir viver em Boipeba. Não exigiu coragem ou grandes decisões e, apesar do amor pela “dolce vita” de Roma, ela não pensou duas vezes sobre o que fazer “senti que era uma oportunidade, a realização de um sonho, o meu destino. Um destino como o encontro com o candomblé: confirmada como filha de santo de Oxum e Oxalá,

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