lº Encontro dos Grupos e Mestres Zambiapungas do Baixo Sul

O lºEncontro dos Grupos e Mestres Zambiapungas do Baixo Sul é uma realização da Associação Cultural Zambiapunga de Nilo Peçanha.

O lºEncontro dos Grupos e Mestres Zambiapungas do Baixo Sul é uma realização da Associação Cultural Zambiapunga de Nilo Peçanha. Neste dia 24 de agosto, em comemoração a semana do patrimônio histórico e da cultura popular estaremos reunidos os grupos das cidades de Boipeba, Cairú, Taperoá, Valença e Nilo Peçanha para um dia de atividades culturais e troca de experiências. Teremos roda de conversa com os mestres e coordenadores de cada grupo. Teremos palestras com professores que fizeram suas teses de mestrado tendo como tema os zambiapungas. Ainda vamos ter numa segunda roda de palestra com representares do CCPI, IDES E IPAC que na oportunidade Concederá o certificado de registro de patrimônio cultural imaterial aos grupos. Ainda dentro das atividades e com participação dos apoiadores , uma feira de economia solidária, feira de artesanato, exposição de quadros e fotos, exposição de roupas e instrumentos dos grupos e oficinas de artesanato, fotografia, decupagem, economia criativa, pintura em estêncil, teatro e mascaras. Finalizando com um grande cortejo com todos os grupos. O evento acontece no centro de cultura de Nilo Peçanha, Colégio estadual Adelaide Souza e nas ruas e praça da igreja matriz das 9 às 18h.

Zambiapungas do Baixo Sul – Foto Rosilda Cruz (5)

O grupo folclórico Zambiapunga da cidade de Nilo Peçanha – Bahia é uma manifestação da autentica cultura popular de origem banto dos povos africanos do Congo e Angola. Esta é uma tradição com mais de duzentos anos existente unicamente na região do Baixo Sul da Bahia.

Tradicionalmente o Zambiapunga desfila na madrugada do dia 31 de outubro para o dia 1º de novembro e nas festas juninas e do padroeiro da cidade. A saída no dia de todos os santos antecede o dia de finados e o colorido das roupas é para receber os espíritos com cores e alegria

O grupo é composto por cerca de 40 homens que saem mascarados e com roupas e capacetes coloridos feitas de papel de seda e cetim. O som é extraído de instrumentos como enxadas, tambores, cuícas (berra boi) e búzios instrumentos usados pelos escravos no dia a dia dos seus trabalhos nas lavouras e nos remanescestes de quilombos da região.

O grupo tem mais de 90 integrantes, sendo 40 adultos e 50 crianças e adolescente de 10 a 18 anos que compõem a Zambiapunga mirim. A maioria são parentes mantendo uma tradição herdada de pai para filho mantendo a herança dos antigos mestres da cultura popular da região.

O Zambiapunga Ressurgiu em 1982 através das pesquisas da Professora Lili Camadelli com as escolas estaduais do município, a partir daí o zambiapunga ganhou notoriedade tendo no seu currículo reportagens para varias emissoras de TV e diversos programas televisão e jornais, inclusive matéria no New York Times na apresentação do panorama percussivo Mundial (Perc Pan) e ainda inúmeras viagens nacionais chegando até a representar o Brasil no Marrocos no festival de Ritmos do Mundo, Atualmente vem alegando as festas juninas e diversas cidades do interior da Bahia e em outros estados.

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